Golpes usam nome do Desenrola Brasil e programa falso nas redes sociais
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Uma pesquisa realizada pelo Netlab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre 1º de abril e 14 de junho, identificou 278 anúncios fraudulentos envolvendo o programa Desenrola Brasil e mais de 264 anúncios referentes ao “Libera Brasil”, um programa inexistente apresentado como opção mais vantajosa.
Golpes usam nome do Desenrola Brasil. (Imagem: Empréstimo Hoje)
Lançada em maio de 2026 para facilitar a renegociação de dívidas com desconto para quem ganha até cinco salários mínimos, a nova edição do Desenrola Brasil tornou esse público o principal alvo dos criminosos na internet.
De acordo com a pesquisa e informações de Marie Santini, do NetLab:
Estatísticas do Conteúdo: Cerca de 40% dos materiais fraudulentos são gerados por Inteligência Artificial (IA) e 19% direcionam as vítimas para páginas idênticas às plataformas do governo.
Plataformas Afetadas: Os anúncios impulsionados circulam em redes sociais como Facebook, Instagram e WhatsApp.
Uso Indevido de Marcas: Os golpistas utilizam nomes, imagens e logotipos do Governo Federal, de veículos de comunicação e de instituições financeiras tradicionais.
Mecanismo da Fraude: Ao clicar nos links, a vítima tem dados pessoais roubados (como o CPF) e é induzida a realizar pagamentos de taxas inexistentes via Pix sob a promessa de limpar o nome.
Identificação dos canais oficiais
Sem Plataforma Única: O programa Desenrola Brasil não possui um site único do governo. A renegociação ocorre diretamente nos canais oficiais dos bancos e instituições financeiras participantes.
Verificação de URL: Páginas confiáveis possuem endereços terminados em .gov.br ou .com.br. A confirmação do endereço deve ser feita no portal Gov.br ou nos canais diretos da instituição financeira.
Selo de Segurança: Deve-se verificar a exibição do ícone do cadeado de segurança no navegador.
Orientações de prevenção
Para evitar fraudes financeiras na internet, o levantamento indica as seguintes medidas:
Evitar anúncios e links: Não clicar em propagandas e não acessar links recebidos por redes sociais ou SMS.
Acesso direto: Procurar diretamente a instituição financeira responsável pela dívida ou os canais oficiais do banco.
Proteger credenciais: Não compartilhar senhas ou códigos de confirmação com terceiros.
Desconfiar de urgência: Golpistas costumam criar falso senso de pânico ou urgência para forçar decisões precipitadas.
Não baixar arquivos: Não efetuar o download de arquivos enviados por desconhecidos.
Denunciar: Registrar denúncias sobre anúncios ou atividades suspeitas na própria plataforma ou rede social em que forem identificados.