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Estudo propõe Nova Reforma da Previdência para conter despesas do INSS

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Um estudo elaborado por economistas e especialistas previdenciários propõe uma nova Reforma da Previdência com o objetivo de reduzir os custos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A iniciativa fundamenta-se em dados do Censo de 2022 sobre o envelhecimento populacional e a queda da natalidade, além de pesquisa do Ipea de 2024 que aponta que, até 2050, o total de beneficiários do INSS ultrapassará o número de trabalhadores contribuintes.

Principais mudanças nas regras de aposentadoria e cálculo

  • Sistema Híbrido: As contribuições mensais passam a ser divididas em 50% para a repartição solidária (custeio das aposentadorias e pensões atuais) e 50% para capitalização (conta individual do próprio trabalhador).
  • Idade Mínima Unificada: Elevação gradual para 67 anos para homens e mulheres, nas modalidades urbana e rural. O modelo atual exige 65 anos para homens e 62 para mulheres (urbana), e 60 anos para homens e 55 para mulheres (rural).
  • Tempo de Contribuição: Igualado em 20 anos para ambos os sexos (atualmente exige-se 20 anos dos homens e 15 das mulheres).
  • Bônus para Mães: Acréscimo de 18 meses de contribuição por filho (limite máximo de cinco filhos). Como exemplo citado, 23 anos trabalhados e 2 filhos geram 3 anos de bônus, totalizando 26 anos contabilizados.
  • Ajuste Automático: Elevação da idade mínima em quatro meses a cada ano de aumento na expectativa de vida medida pelo IBGE.

Regras de transição por faixa etária

Faixa EtáriaEnquadramento
50 anos ou maisPermanecem no modelo atual, ficando sujeitos apenas a eventuais alterações na idade mínima.
25 a 49 anosTransição parcial, ingressando gradualmente nas novas regras.
Até 24 anosEnquadramento total nas regras do novo sistema.

Outras medidas da proposta

  • MEI: Aumento da contribuição ao INSS de 5% para 11% do salário mínimo.
  • Forças Armadas: Estabelecimento de idade mínima de aposentadoria para militares.
  • BPC: Redução do valor inicial para 60% do salário mínimo, alcançando 100% apenas se o beneficiário tiver histórico de contribuição ao INSS.
  • Contribuição Patronal: Redução da taxa sobre a folha de pagamento das empresas de 20% para 16% (limitada ao teto do RGPS) para conter a pejotização.
  • Autores: Elaborado por Leonardo Rolim (ex-presidente do INSS), Bernardo Schettini, Rogério Nagamine Costanzi e Sergio Guimarães Ferreira, a proposta já possui minuta de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pronta para tramitação.

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